quarta-feira, julho 12, 2017

Desfile do Traje Popular Português


A Federação de Folclore Português anunciou que o XXII Desfile do Trajo Popular Português decorrerá no dia 16 de Setembro em Abrantes



quinta-feira, março 23, 2017

Costumes do Minho

Fonte: Centro Português de Fotografia


Ancora - Banheira

Ancora - Moça de lavoura

Meadela - Camponesa

Perre - Moço da lavoura

Viana - Mulher de mantilha

Âncora - Camponesa

quinta-feira, março 09, 2017

CHAPÉU CORDOVÊS


Quando analisamos fotografias do inicio do sec.XX, sobretudo referentes às regiões do Ribatejo e Alentejo, surge de vez em quando um chapéu masculino diferente dos demais.

Distingue-se pela forma cónica, alta e plana da copa, já que, normalmente, esta é circular e côncava, não excedendo não excedendo os 10 cm.

Este é conhecido como Chapéus Cordovês.

Cordovês por ser originário da cidade de Córdoba, em Espanha, onde ainda hoje é fabricado.

Diz-se, que começou a ser usado pelas pessoas que realizaram o trabalho de jornaleiro. Já que no campo estavam expostos tanto ao sol como à chuva e precisavam de um chapéu mais resistente que o de palha. Sem dúvida a ideia era clara, precisavam de um chapéu mais rígido, e não se deformasse com o tempo.

As características deste chapéu popular são: fabricado em feltro, aba larga e plana, e uma copa alta ligeiramente cónica e geralmente pretos.

Este chapéu tornou-se popular em Espanha por influência de vários Cordoveses, nomeadamente ligados à tauromaquia como o rejoneador Antonio Cañero (1885-1952) e o toureiro Manolete (1917-1947), ambos muito conhecidos e aplaudidos em Portugal.

É talvez por esta via que podemos explicar o seu surgimento em Portugal e disseminação por regiões com maiores tradições taurinas.

Por ser um produto de importação (não fabricado localmente) seria naturalmente mais caro que os comuns, dai a sua utilização sobretudo com trajes de festa/domingueiros, motivo também pelo qual não se verificou uma ampla propagação entre os homens destas regiões, sendo assim uma peça que apenas alguns poderiam comprar e usar.

São vários os exemplos a tive acesso, nomeadamente na Glória do Ribatejo (Rancho Folclórico da Casa do Povo de Glória do Ribatejo) ou Serpa, onde o Rancho de Cantadores de Aldeia Nova de São Bento desde sempre se apresentou com eles.
Chapéus Cordovês



Rancho de Cantadores de Aldeia Nova de São Bento - Casa do Alentejo-1950

Manolete (1917-1947)


Antonio Cañero (1885-1952)

Sarau na Casa do Alentejo - Lisboa - 1937



segunda-feira, outubro 24, 2016

Lenço de Lúcia



Eis mais uma relíquia, não só por ser de uma das videntes de Fátima, Lúcia de Jesus, como pela idade que tem.
Trata-se de um meio lenço (terá sido usado assim, pois possui uma costura na diagonal) em seda lavrada branco, incompleto, que foi oferecido por Maria Rosa, mãe de Lúcia, à família Fontes Pereira de Mello.
Este lenço terá sido usado por Lúcia em 13 de Outubro de 1917, dia em que ocorreu o Milagre do Sol.
Encontra-se exposto na Igreja de São Domingos em Lisboa.




quinta-feira, setembro 29, 2016

Avental da Beata Jacinta


No momento em que decorrem 100 anos das aparições de Fátima encontram-se expostas no Santuário um conjunto de relíquias relacionadas com a história deste templo mariano.

Não podia deixar de fazer referência a uma peça de indumentária ai exposta. Um simples avental que pertenceu à Beata Jacinta.

Trata-se de uma peça de riscado, de fundo branco e listas castanhas. No fundo é adornado com um folho pregueado ao qual falta um pedaço e possui um pequeno bolso do lado direito, também ele pregueado.

Genericamente esta peça encontra-se em excelente estado de conservação.

Quanto à sua história. Efetivamente existem várias imagens em que se vê a beata Jacinta envergando este avental, sozinha ou acompanhada do irmão, Francisco, e da prima Lucia, ambas trajando de forma igual, ou seja, com blusas e aventais do mesmo tecido e de feitio.

Demonstra-se assim, que estes trajes foram confecionados propositadamente para as aparições públicas dos pastorinhos, existindo um cuidado no corte, ainda que ao gosto popular, mais embelezado e cuidado, contrastando até com outras imagens conhecidas, em que o traje é mais sóbrio e simples.




 

quinta-feira, agosto 11, 2016

sexta-feira, julho 15, 2016

Peniche em exposição


"Capas, xailes e outros agasalhos alcanenenses centenários"


Inaugura dia 23 de Julho, pela 16h00, na Biblioteca Municipal Dr. Carlos Nunes Ferreira em Alcanena a exposição "Capas, xailes e outros agasalhos alcanenenses centenários".

Trata-se de uma iniciativa do Rancho Folclórico de Gouxaria contando com o precioso apoio da Câmara Municipal de Alcanena.

A exposição estará patente até final de agosto, nos dias úteis entre as 10h00 às 18h00. Combinando com o Rancho Folclórico de Gouxaria é possível realizar uma visita guiada com esclarecimentos e explicações sobre a coleção/exposição.

Não percam mais esta rara oportunidade de apreciar, de perto, alguns dos tesouros pertencentes ao vasto espólio deste grupo e que raramente podem ser vistos.

Bem hajam!